segunda-feira, julho 16, 2007

¡En México! (Boletín Uno)

Euzinha em frente à Pirámide de La Luna - Teotihuacan


Catedral Metropolitana - México DF

Vista do Zócalo - México DF

Palacio Nacional - México DF


Oi a todo mundo!!! Acho que podem imaginar a minha alegria por estar em solo mexicano!!! A minha vinda foi super tranqüila, nenhum vôo atrasado, poucas turbulências. Saí de Guarulhos na sexta, 13 de julho, às 9h45 e cheguei na Cidade do México às 21h45 hora local (23h45 no Brasil). No primeiro vôo vim sentada ao lado de uma moça de geografia curiosa: nascida na Galícia, emigrou com sua família à Venezuela nos anos 70 e agora, descontente com o governo de Chávez, se mudou para o Chile com o marido e os quatro filhos. Sempre se referia a Chávez tratando-o como ese señor, o que eu achava muito engraçado. Ela me resumiu a sua vida no espaço entre a Cordilheira dos Andes e o aeroporto de Santiago, ao final da viagem, uma dessas coisas que são quase comportamento de personagem.








Reencontrar Apolo foi emocionante! Ele me esperaba na saída de Internacionales, depois de uma hora desde o desembarque e burocracias aduaneiras: migración, recolher a bagagem, revisión; sim, tive que abrir todas as malas... acompanhada de perto por uma policial aduaneira super jovem e bonita, além de simpática e agradável. Ela ficou alucinada com a bolsa de fuxico que Carol me deu, me perguntou alguns detalhes da minha viagem, não foi em nada invasiva como os da aduana de Guarulhos, que abrem a sua bagagem de mão como se pertencesse a eles... argh, blerg! @$#% &*+








Primeira impressão do México: os mexicanos são muito agradáveis e educados. Tratam suuuuper bem os estrangeiros, são amáveis e sorriem de verdade olhando nos seus olhos.








No sábado de manhã, fomos ao centro da cidade. Super bonito, com uma arquitetura de influência espanhola com toques coloniais. Comemos enchiladas (depois colocarei fotos desse prato) num restaurante da Calle Madero e depois passamos por algumas das lojas que me fazem delirar: Bershka, Zara... (Não, não vim buscar no México as lojas internacionais que me faziam babar em Madri.) O próximo destino foi o Zócalo, onde está a Catedral Metropolitana, uma construção barroca maravilhosa! Aí também estão o Palacio Nacional e o Ayuntamiento, que é a sede do governo municipal, a nossa prefeitura brasileira. O Zócalo é uma praça enorme, de fato é a segunda maior praça do mundo, menor somente que a Praça Vermelha. Aí estão os indígenas chamados concheros, e também os chamam de dançantes. Vestidos com trajes típicos, tocam tambores e realizam danças circulares. Também estão manifestantes populares, muitos contrários ao governo de Calderón e a favor do Peje. Entre todos os mexicanos que circulam pelo lugar, figuram alguns estrangeiros e vendedores ambulantes, alguns pedintes. É um lugar bonito e obrigatório de se conhecer. Bem perto dali, voltando pela mesma Calle Madero, encontramos el Palacio de Bellas Artes, uma construção portentosa, incrível. É uma praça com construções muito bonitas. Subimos ao alto do edifício onde funciona a cadeia norte-americana Sears e admiramos por alguns momentos a arquitetura do Palacio. Aí é onde está a exposição comemorativa de cem anos de Frida Kahlo, a qual visitaremos amanhã, terça-feira.








Ontem, domingo, nos esperaba Teotihuacan. Saímos de casa às 9 e chegamos ao sitio arqueológico às 12, mais ou menos. Fazia muito sol. Eu seguia pelos veredas com uma pashmina sobre a cabeça, ao modo dos muçulmanos, tentando proteger-me do sol. Ficamos mais de uma hora numa fila enooooorme para subir a Pirámide del Sol, uma construção ma-ra-vi-llo-sa! Já não tive energia depois para subir a Pirámide de La Luna, de menor tamanho mas de igual beleza. O lugar me fez pensar no mal que fizeram os conolizadores espanholes às civilizações pré-hispânicas, a destruição que as mãos brancas causaram aos lugares invadidos desde o século XIV até décadas recentes (se pensamos em muitos países africanos e orientais). É um lugar lindíssimo, o artesanato mexicano já começou a surgir diante de meus olhos por lá, os que me conhecem sabem dos efeitos que o artesanato tem sobre mim, é uma loucura.








As experiências de rua são: a cidade é muito limpa, não vi lixo nas ruas, as pessoas são muito educadas, há policiais em muitas partes, os transportes são baratos, baratíssimos, eu diria; pode ser perigoso para uma mulher andar sozinha no metrô em horários de pico, os homens são machistas realmente - meu namorado me diz , enquanto escrevo isso, que estou escrevendo a mala fama dos homens mexicanos, mas ele sabe que é verdade o que digo - .








Agora pela manhã fomos fora do condomínio comprar atoles e tamales, o café da manhã mais tradicional para um mexicano desde os antepassados de Apolo. Depois colocarei fotos desses pratos. O que posso dizer é que tudo que se come aqui é delicioso!! Aqui se come um cacto chamado nopal, eles o preparam em conserva com vinagre de chile, abobrinha, cenoura e cebola, é algo divino! Apolo se assustou porque eu coloquei o nopal dentro de pão árabe, como gosto de fazer com a berinjela em minha casa. Estou adorando cada coisa que experimento aqui, alucinei com o chile jalapeño, uau, mil vezes uau!








Hoje vamos conhecer o museu que funciona na casa de Frida Kahlo. Depois vamos comer tacos. Estou tratando de fotografar esses pratos todos, acho que o melhor será criar um fotoblog para publicar todas as fotos, a Torre de Capim Lilás não será suficiente. Mesmo assim, compartilharei por aqui algumas das fotos que tirei até agora.








Uma linda semana a todos! Saudades dos amigos e da família! Forte abraço do Valle de México,








Fabiana.
















4 comentários:

Anônimo disse...

POR FAVOR! Coloca mesmo fotos da comida no blog... E, como fã maluco de comida mexicana que sou (comprei até uma máquina de fazer tortillas), vê se consegue uma explicação lógica para a diferença entre:

taco
fajita
burrito (não posso acreditar que o burrito seja somente um taco dobrado diferente...)

Traga coisas da comida, traga um comal pra mim (te pago... mas não o excesso de bagagem), tire fotos, coma muito, veja se tem algum curso de comida mexicana aí que eu vou fazer...

nham nham

Divirta-se!!!!

Fabiana Amorim disse...

Querido Francis,

segundo meu nobre novio mexicano, os tacos diferem dos burritos porque os primeiros são preparados com farinha de milho, e os segundos com farinha de trigo. Os burritos são originários do norte do México, por isso muita gente afirma que são um prato norte;americano; ele tb me explica que os burritos são comida tex-mex.
As fajitas são um corte de carne, nós as podemos comprar num açougue qualquer, nada mais são que bifes de carne. O prato acaba sendo chamado de fajitas porque preparam os tacos e servem com esses bifes sobre eles. Enfim, comem-se tacos à mão cheia por aqui, o que se caracteriza por taco é utilizar a tortilla com qualquer recheio, o que muda são os nomes.
Colocarei fotos, pena vc não poder vir comê-las agora.
Um abraço e continue acompanhando as novas...

Anônimo disse...

Que bom!!!
Aproveita muitoooooo.
Este entusiasmo contagia-me.
Estou preparando-me para a minha viagem dos sonhos!!! Está quase chegando o grande dia.
Manterei você informada.
Beijos.
Lebranças a Apolo.
Hasta la vista...

Unknown disse...

Bia!!! Prima amada!!!
Que lugares lindos!!!
Estou muuuuito feliz por vocês!!! Nunca vou cansar de repetir isso, rsrs!!!
A bolsa de fuxico fez sucesso, rsrs.
SAUDADES DE VOCÊ!!!
Espero ansiosa por mais notícias.
Beijão e fiquem com DEUS!!!
Lembranças a meu primo Don Apolo!!!
TE AMO!!!!
Emerson manda lembranças para Falcão e Apolo.