terça-feira, outubro 02, 2012
Os esmaltes da minha avó
quinta-feira, maio 26, 2011
Sobre maternidade
Boa viagem para todos nós!!
:)
domingo, março 20, 2011
Carta à amiga que se foi
domingo, junho 27, 2010
Adeus, Saramago

Querido y admirado Pepe, ante todo quiero que sepas que pocos premios, incluidos los que me han dado a mí, me han alegrado tanto como el Nobel que te acaban de otorgar. La Academia Sueca, que no siempre ha acertado, se ha honrado honrándote. Y tu premio me alegra, además, porque implica el primer homenaje que los académicos de Estocolmo han hecho a la lengua portuguesa, tan amada por mí —tú lo sabes—, que es la lengua en que mejor me expreso después del español. (...)"
quarta-feira, setembro 17, 2008
Segredinho contado ao pé do ouvido
o mistério das nebulosas
o não-compreensível das estrelas,
[que já estão mortas enquanto as contamos.
Ele chama as estrelas cadentes
de meteoritos.
Ele sabe calcular a distância
da Terra a Saturno
E ele é capaz de explicar o caos.
Diz que o caos é formado por
seqüências intercaladas
de ordem e desordem
Do mesmo modo que a Vida.
Ele me dá lições sobre o tempo:
com ele eu vivo os sessenta minutos
de uma única hora
como se fossem
cento e vinte,
intensamente.
Mamãe,
ele sabe como chegar
até meu
fundo.
Ele tem os mapas.
sábado, abril 19, 2008
Carta de amor mientras no vuelas hacia mí.

Amado,
Hoy soy esa chavita y te amo.
(Foto sacada del sitio nanda3k.weblogger.com.br/
QUERO
Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.
Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?
Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.
Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.
No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amaste antes.
Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.
- Carlos Drummond de Andrade -
(As impurezas do branco. Rio: José Olympio, 1974)
segunda-feira, março 03, 2008
tuas vogais desnasalizadas quando deveriam ser ditas como ã, õ...
todas as tuas manias
as queixas de que roubo a cama, o lençol...
a tua pele clara
o teu cheiro
as tuas mãos no pandeiro
- e em mim
o estarmos juntos
o rirmos juntos
as horas intermináveis de cinema
e caminhadas
a tua alegria de viver
a tua curiosidade por tudo
o menino que ainda mora aí dentro
o menino que, se eu deixar, fica horas no mar
esse jeito de pôr tudo na balança
de pensar no lugar do outro
tua generosidade
tua ânsia pelo mundo e o que há nele
tudo isso me faz bem
tudo isso me faz falta.
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Desejos
É um desejo de dizer
te amo
De tocar os teus cabelos
De dizer palavras ternas e quentes
Que só você interpretaria
Que só você conhece.
É um desejo do corpo
É uma saudade da alma
Das tuas palavras livres
Do teu olhar o mundo
Que me fascina.
É uma vontade de viver perto
De tecer colchas para agasalhar
Nossos corpos amantes
Nossos sonhos
Nossa vida.
É uma vontade de cobrir-te
Com meu corpo
Para tirar-te o frio
Para dar-te amor.
sábado, fevereiro 09, 2008
Escribir en español me da mucho gusto, y deseo hacer de esto una práctica más corriente, un hábito. Unas líneas que viajen por los cables de internet y que lleguen a un más allá espacial, a espacios culturales que extraño y a personas que, como ya he dicho, quiero mucho, mucho, mucho.
Quiero compartir unos versos de Benedetti, unos versos amorosos que me caen muy bien y que dicen mucho a la persona más especial de mi vida, un hombre que me hace feliz con el sencillo hecho de que existe. Quiero celebrar con estos versos su regreso hacia mí, y que él sepa que estoy haciendo el conteo regresivo, que cuentos días, horas, segundos para tenerlo otra vez cerca mío, para tener todo lo que dice el poema de mi querido Mario.
TODAVÍA
No lo creo todavía
estás llegando a mi lado
y la noche es un puñado
de estrellas y de alegría
palpo gusto escucho y veo
tu rostro tu paso largo
tus manos y sin embargo
todavía no lo creo
tu regreso tiene tanto
que ver contigo y conmigo
que por cábala lo digo
y por las dudas lo canto
nadie nunca te reemplaza
y las cosas más triviales
se vuelven fundamentales
porque estás llegando a casa
sin embargo todavía
dudo de esta buena suerte
porque el cielo de tenerte
me parece fantasía
pero venís y es seguro
y venís con tu mirada
y por eso tu llegada
hace mágico el futuro
y aunque no siempre he entendido
mis culpas y mis fracasos
en cambio sé que en tus brazos
el mundo tiene sentido
y si beso la osadía
y el misterio de tus labios
no habrá dudas ni resabios
te querré más
todavía
Estos versos se encuentran en esta página.
Abrazos a todos.
terça-feira, janeiro 08, 2008
A chuva e eu
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Saudade supersônica

No mundo globalizado e tão ágil dos portos,
navios chegam a cada manhã
trazendo containers gigantescos da China.
Aviões levando pessoas, cães, gatos e
perfumes franceses cruzam tão rápido o céu!
Tuas cartas chegam via fibra ótica
Eu te vejo na câmera web
ouço tua voz por mil artimanhas
e quase sinto a tua pele...
_Avise ao meu coração que, apesar de tudo isso,
devo aguardar, tal qual Penélope, a tua chegada!...
quarta-feira, dezembro 12, 2007
terça-feira, novembro 20, 2007
sexta-feira, outubro 05, 2007
Maneiras de sentir saudade
quarta-feira, setembro 12, 2007
Andanças pela cidade
segunda-feira, agosto 27, 2007
Crônica da Cidade do México
quarta-feira, junho 20, 2007
L'Amour est toujours le même!


Estou lendos as cartas de amor trocadas entre Simone e Algren. Leio a conta-gotas, antes de dormir, já na cama. Quero protelar ao máximo essa leitura, tenho pena de que esse livro acabe de ser lido, pois é lindo. Além do elemento amoroso, que me é muito familiar no meu amor transcontinental, há as impressóes dessa figura que me é táo cara sobre Paris, Londres, Estados Unidos, Copenhague, etc; sobre pessoas, acontecimentos, toda uma época e suas transformaçóes. Simone fala de uma Europa pós-guerra e seu olhar me aproxima desse mundo que náo conheci. É mesmo engraçado ver a mulher de carne e osso por detrás da filósofa e da escritora.

Vejo, nas cartas de Simone a Algren, toda a intensidade amorosa que vejo em meus emails e cartas a meu amado. Ou seja: a essência dos relacionamentos forçados a viverem à distância (momentânea ou eternamente) é a mesma. Fica a saudade. Tenho vontade de copiar longos trechos aqui, talvez eu o faça depois. Leio as cartas de Simone a Algren com um ar quase solene, de profundo respeito por cada palavra. Talvez náo me sinta confortável em copiar aqui os trechos que quero, talvez me sinta como que profanando um amor...
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Bom, passei mais de uma hora conectada à internet, devo ir cuidar de outras coisas que sáo muito importantes também.
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Náo resisto. Copio um trecho que tem muito a ver com o que estou vivendo hoje:
" Quinta-feira, 31 de julho [de 1947]
Meu bem-amado, meu marido querido. Seu telegrama me acordou essa manhá, e meu coraçáo se acelerou, como se você tivesse batido pessoalmente à minha porta. Quando eu o vir de novo, acho que minhas pernas e meu coraçáo me faltaráo, porque só de pensar, quase desmaio. Estou táo feliz, Nelson. Agora você sabe que dentro de cinco semanas tornarei a beijá-lo, e isso parece um sonho. Náo tenho mais nada a acrescentar, porque estou táo ansiosa com a idéia de vê-lo que o prazer de escrever se extinguiu: eu só quero falar com você. (...)"
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God bless Love...
segunda-feira, maio 14, 2007
Carta de amor bêbada de madrugada e saudade

É maio. Caminho em direçáo a teu mundo, sonho teu corpo, tua voz, teu cheiro. Os dias sáo o desafio de ir vivendo exaustivamente uma saudade que me corta a pele com sua lâmina muito delicada; sinto a noite mais densa, sinto o dia mais lento longe dos teus passos. Cada dia descubro as possibilidades de sentir desejo e sentir ausência. Desejo e ausência se confundem nas horas desses meses que nos separam. Mas tenho teu bioplasma guardado sob minha pele: tua essência penetrou em minha pele e se alojou em minhas células... Te respiro, como num poema de Hilda. Já náo posso mais ter uma vida sem você, me faltaria um pedaço, como me falta agora um pouco de mim nesses muitos kilômetros e fusos horários. Eu me/te necessito para estar de novo inteira. Sonho teu beijo, tua boca que toma a minha, tua alma que me encontra alma e leveza, beijo e intensidades. Penso em ti e sei que pensas em mim, que vamos sobrevivendo às horas e à saudade, al extrañamiento que es un puente sobre el tiempo. Eu te amo entre o agora e o porvir, com as muitas vontades de viver junto e sempre, com ternura, certeza, afeto e alegria. Amo-te como só amaria aquele que me salvaria de mim mesma, alguém que aparece num texto antigo e de inspiraçáo ultra-romântica. Em meio a essa noite de maio, desejo teus olhos doces, desejo tuas máos de homem e teu modo intenso de amar. Amo-te com a saudade que só nós dois sabemos e que náo cabe em meu peito. Desejo ter-te infinitamente. O tempo me devora mais rápido se você náo está. Mas sobreviverei porque é grande meu amor e sincero meu desejo de compartilhar minha existência contigo. Amo-te.
Para sempre tua...
terça-feira, março 27, 2007
Outra vez. (E até a exaustáo.)

Ontem voltei ao cinema. Fui por Só Deus sabe. Esse é um filme especial pra mim, sem dúvida. Os meus amigos saberáo que, além da questáo amorosa, o filme me toca a alma em outros pontos. Toca, náo; atravessa. Me toma como se eu fosse feita de pano, e me molha, me deixa impregnada com sua água, com a coisa fluida que o compóe. Como se náo bastasse, há o deserto. Eles cruzam juntos as terras áridas do norte mexicano. Os lugares que compóem os fragmentos dessa teia amorosa sáo Brasil e México, dois lugares de nós dois. Ontem saí do cinema muito melancólica. Esse filme me mói. Náo bastasse, a noite era linda e fresca, e o céu tinha o azul das noites estreladas sem lua.
Só Deus sabe é um filme para sentir. Há filmes para pensar, desses que a gente tem que sentar depois num café ou num bar, e falar horas sobre os temas que váo se multiplicando, brotando no esquema rizomático deleuziano-guatarriano... ;) Com Só Deus sabe, fica um silêncio por fora. É degustaçáo estética somada a sentimentos feito rio por dentro. Porque sendo um filme que fala de Oxum, os sentimentos brotam como rios. Sáo água dentro da gente, l(e)avando tudo.
Vem-me um poema de Hildinha:
Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há um tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
HILST, Hilda. Do amor. SP: Massao Ohno Editor, 1999.
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Gostei muito do figurino do filme. Amo as pulseiras douradas de Alice Braga. (Queria descobrir onde as compraram...). Gosto muito desse filme. Muito. Acho que já disse tudo por agora. Talvez venha depois.








