De como a outra menina não queria de jeito nenhum emprestar “As reinações de Narizinho”. De como a posse exclui, cria cercas e fossos. É meu porque é meu. E ponto final.
Saber que você não é de ninguém. Nem meu, nem seu. E que eu te queria com tudo que há de humano
Quero falar é do desprendimento. Do deixar-te ir. Do reconhecer-te indivíduo e ser livre. De querer-te livre para te amar inteiro. De deixar-te ao vento, porque voarias como uma pipa, e eu ficaria, de cá da Terra, vendo tudinho. Eu-terra, você, pipa. E com cores tão bonitas, formando geometrias aos meus olhos, sinuoso com sua rabiola de três metros, cometa, cometa no céu diurno...
Galeano me acompanha nas minhas manhãs de contemplação e poesia. E é dele que trago umas palavras que falam de vento...
La ventolera
Silba el viento dentro de mí.
Estoy desnudo. Dueño de nada, dueño de nadie, ni siquiera dueño de mis certezas, soy mi cara en el viento, a contraviento, y soy el viento que me golpea la cara.
(GALEANO, Eduardo. El libro de los abrazos. Madrid: Siglo XXI, 2005.)

Um comentário:
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